sexta-feira, 8 de abril de 2011
Dilma não quer que haja aumento do preço da gasolina, diz ministro
Os combustíveis estão mais caros e o governo já olha com cuidado para o aumento dos preços do petróleo no mercado internacional. Mas a presidente Dilma Rousseff não quer haja aumento da gasolina, como afirmou o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, nesta sexta-feira (8).
Falando com jornalistas depois de participar de um programa de rádio, o ministro reconheceu que se o preço internacional do petróleo ficar acima do nível atual, o aumento da gasolina será inevitável. No entanto, Lobão disse que não acredita que os valores cheguem a subir mais.
Na última quarta-feira (6), o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, se mostrou preocupado com o valor da gasolina e dos demais derivados do petróleo. Segundo ele, se o preço do barril no mercado continuar como está, esses produtos correm o risco de aumentar.
Pela primeira vez desde setembro de 2008, o valor do petróleo passou dos R$ 173 (US$ 110) na Bolsa de Nova York, segundo o fechamento desta quinta-feira (7).
Os altos preços registrados pelo mercado internacional se devem, principalmente, aos conflitos internos no Oriente Médio e no norte da África, que são as principais regiões petrolíferas do mundo.
A escassez de petróleo pode até colocar em risco a economia global, segundo um documento divulgado ontem pelo FMI (Fundo Monetário Internacional). De acordo com uma simulação analisada pelo Fundo, “uma desaceleração significativa e inesperada” no crescimento da oferta de petróleo reduziria o crescimento econômico mundial como um todo.
Para reduzir o impacto, o Fundo sugere que as autoridades revisem se seus marcos de política econômica vigentes permitiriam adaptação fácil a um eventual aumento “forte e imprevisto” da escassez de petróleo.
Também afirma que as autoridades deveriam avaliar políticas que reduzam o risco de escassez, “entre elas o desenvolvimento de fontes alternativas e sustentáveis de energia”.
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